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Com exceção da versão para PSP, "Killzone" esteve envolvido em polêmicas. O primeiro game, para PlayStation 2, tinha a expectativa de "matar" o concorrente "Halo 2", mas o resultado final ficou bem longe do clássico da Bungie. Com continuação, para PlayStation 3, não foi diferente. Na E3 de 2005, a Sony mostrou um vídeo do game, no qual afirmava ser uma demonstração em tempo real do poderio do console que sairia apenas no final de 2006. Mas somente depois de ser muito pressionada a empresa admitiu se tratar de computação gráfica. Durante mais de dois anos, o assunto foi enterrado, mas "Killzone 2" ressurgiu na E3 de 2007, com direito a conferência só para si.

O novo trailer - esse sim com gráficos gerados pelo PlayStation 3 em tempo real - mostrou um "Killzone" mais crível, distante do espetacular trailer de 2005, mas ainda assim impressionante, em outros sentidos. O roteiro se parece muito com o primeiro vídeo: um grupo de soldados, montados numa aeronave, prepara uma invasão ao planeta Helghan, lar dos Helghasts.

A equipe da produtora holandesa Guerilla Games disse ter se baseado nos grandes conflitos do século 20 para criar o clima do jogo e, de fato, parece a cena da invasão da Normandia de "O Resgate do Soldado Ryan" que acontece num ambiente futurista. Em terra, o caos continua, com tiros e explosões para todos os lados.

Em termos de impacto visual, "Killzone 2" tem muito a oferecer. As texturas não são tão sofisticadas, mas os personagens têm uma constituição bastante complexa. Segundo os produtores, cada "boneco" possui mais polígonos que uma fase inteira do primeiro jogo. As armas também estão bem detalhadas, com ótimas animações.

O título da Guerilla tem uma ambientação fantástica: praticamente todos os cantos do cenário são destrutíveis. Provavelmente são animações pré-definidas, mas não falham em impressionar e criar um clima de pandemônio. Os inimigos possuem movimentos realistas e quando são derrotados, combinam animações "ragdoll" (que faz parecer um boneco) com "atuações" pré-fabricadas. Numa das cenas, o adversário, atingido, começou a rastejar, para depois cair sem vida.

A iluminação é um show a parte. A impressão é que os efeitos de luz e sombra foram calculados para se obter o máximo de dramaticidade - mesmo que tenha que se afastar do realismo; a intenção é ser cinematográfico. O clima é sombrio, que contrasta com os clarões provocados pelos trovões que cortam o céu. Os Helghast possuem armamentos capazes e absorver raios e dispará-los como arma - um desses atinge uma das aeronaves na abertura. O fogo da metralhadora, por exemplo, ilumina intermitentemente o ambiente e os objetos próximos.

A mecânica é típica de um jogo de tiro em primeira pessoa. Quase tudo acontece através dos olhos do personagem, exceto nas cenas não-interativas, quando o game assume uma câmera de terceira pessoa. Como em "Gears of War" pode-se atirar sem levar a arma na altura dos olhos, mas a precisão, nesse caso, é baixa. Dependendo da arma, a mira pode ser mais ou menos eficiente.

O sistema de energia vital é como o de "Call of Duty": não há medidores, mas conforme se toma tiros, a visão vai perdendo cores, sinal que você precisa se proteger e recompor. A vitalidade volta com o tempo.

Os inimigos comuns já são conhecidos dos títulos anteriores, mas foram acrescentados novos oponentes. Um deles tem artilharia e armadura pesada. Ataques normais não surtem efeito e é preciso adotar outras estratégias para superá-lo. No caso, usa-se bombas pegajosas em suas costas.

Enfim, "Killzone 2" pode não ter a qualidade mostrada no trailer de 2005, mas não falha em surpreender, trazendo um dos visuais mais elaborados entre os títulos para PlayStation 3. Por enquanto, pouco da parte jogável foi mostrada, e não faz supor muitas inovações na seara dos jogos de tiro em primeira pessoa. Mas em termos de dramaticidade, utiliza de forma eficiente a fórmula adotada pela série "Call of Duty". No final das contas, o game pode ser um dos grandes títulos para o console de nova geração da Sony.

 

 

 

 

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